North Reach 2026: o kite freeride que faz tudo bem

Há kites que funcionam bem com um tipo de vento. Outros que funcionam bem com um estilo de rider. O North Reach 2026 não conhece essas limitações. Chega com melhorias concretas sobre uma base que já era sólida: um leading edge mais fino, uma vela que gere melhor o fluxo de ar e um bridle redesenhado que muda a forma como se sente nas mãos. Isto não é marketing — é o que nota na água nos primeiros dez minutos.
O que mudou mesmo
A mudança mais relevante no Reach 2026 é o perfil do leading edge. A North passou para o N-Max2, uma estrutura de bordo de ataque mais fina do que nas gerações anteriores. Um leading edge mais fino não é só uma questão de peso — muda diretamente a forma como o kite se move na janela de vento. A resposta aos comandos da barra é mais imediata, a viragem é mais viva e a sensação geral nas mãos é mais ágil. Se vem de um kite de três struts de há uns anos, vai notar isto desde o primeiro minuto de voo.
A vela combina o tecido N-RS3 com reforços em N-HTRS (High Tenacity Ripstop), um material com baixa elongação e grande resistência ao rasgo. Na prática, isto significa que o kite mantém a geometria e o perfil depois de muitas horas de uso — algo que faz a diferença se é dos que vão para a água com regularidade. Os kites que perdem a forma com o tempo são os que começam a dar problemas de instabilidade, sobretudo nas rajadas. O Reach 2026 foi construído para que isso não aconteça, e nota-se no acabamento.
A configuração de 3 struts, em vez dos desenhos de 5, é uma decisão que a North mantém com critério. Menos rigidez estrutural significa mais movimento natural na vela, uma viragem mais suave mas mais rápida e, em termos de peso total, um kite que não cansa. Juntando o desenho mais recuado (swept) e um aspect ratio ligeiramente superior ao das versões anteriores, o Reach 2026 tem uma gama de vento maior do que parece. Os tamanhos de 13 m e 15 m, em particular, são máquinas para dias de pouco vento.
O bridle também foi revisto: mais pontos de fixação para reforço estrutural e uma geometria afinada que dá um depower mais rápido e direto. Quando precisa de largar potência numa rajada, não quer pensar — quer que aconteça. O Reach fá-lo, com uma consistência que dá confiança sessão após sessão. O novo perfil do canopy permite ainda um fluxo de ar mais limpo, o que se traduz em transições mais suaves e mais estabilidade geral na janela de vento.
Para quem é?
Se viesse à loja e nos perguntasse para quem é este kite, responderíamos assim: é para o rider que quer ir para a água em quaisquer condições e divertir-se sem complicar a vida. Isto não quer dizer que seja um kite "básico" — quer dizer que tem uma gama de utilização real e clara, não uma inventada. O Reach 2026 assenta bem a alguém que já anda há algum tempo na água, que gosta de freeride, que gosta de dar um salto alto ou de apanhar umas ondas de vez em quando, mas que não está em modo competição.
É também um kite perfeito para quem está a fazer a transição de um material mais de escola para algo com mais carácter. O depower suave e o relançamento dinâmico fazem com que os erros de condução não se transformem em problemas sérios. Os tamanhos grandes — 13 m, 15 m e até 17 m — são especialmente interessantes para riders que querem tirar partido dos dias de vento fraco, quando outros kites simplesmente não se portam bem. Cohan Van Dijk resumiu bem: “Usa o Reach 10 minutos no início de uma sessão e já sabe que vai ser uma boa sessão."
Para quem não é a melhor opção: se procura a máxima altura no big air, há kites com geometrias mais específicas para isso. Se quer o máximo rendimento nas ondas com surf-style puro, há outras opções na mesma gama da North com uma resposta mais especializada. Mas para 90% das sessões de 90% dos riders, o Reach é honesto naquilo que oferece — e isso tem um valor enorme. Uma nota sobre a construção: a North é uma marca que cuida dos materiais, e isso sente-se nas mãos. O leading edge N-Max2, embora mais fino, não compromete a durabilidade — foi desenhado exatamente para isso.
Na PopKite
A primeira coisa que fazemos quando alguém nos fala de um kite novo é perceber como navega: o nível atual, o peso, que tipo de vento costuma ter onde vai para a água, se dá prioridade ao salto, à onda ou simplesmente a divertir-se. Com o North Reach 2026 esse processo é mais simples do que com quase qualquer outro kite, porque o seu perfil de utilização é mesmo amplo. Mas isso não quer dizer que todos os tamanhos sirvam a todos: um rider de 70 kg com vento fraco tem uma conversa muito diferente da de um de 95 kg com vento variável e forte. É aí que entra o nosso critério.
Uma das coisas que distingue a nossa forma de trabalhar é podermos pôr o kite na água antes de o comprar. Não num simulador, não a ver um vídeo — na água, com vento, com a sua barra na mão. Isso diz-lhe mais em vinte minutos do que qualquer ficha técnica. Com o Reach 2026 isto é especialmente relevante: é um kite que convence quando o voa, e há sensações que não se transmitem por palavras. A leveza do N-Max2 em movimento, o depower imediato, a forma como relança sozinho se cometer um erro — essas coisas só se percebem experimentando.
Se anda há algum tempo a pensar se é altura de dar o salto para um kite deste nível, se está indeciso entre tamanhos, ou se simplesmente quer ter a certeza de que o Reach é o kite que melhor se adapta ao seu estilo de navegação — é exatamente esse o tipo de conversa que gostamos de ter. Temos material de teste disponível e uma equipa que o conhece na água, não só no papel. Porque há coisas que não se explicam: experimentam-se.
Tem dúvidas sobre que tamanho do North Reach 2026 se adapta melhor ao seu perfil? Contacte-nos e orientamo-lo sem compromisso. Ou, se preferir explorar primeiro, veja a nossa seleção completa de kites ou os nossos packs de kite completo.
Fonte: North Kiteboarding

